10 MAR 21

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HMJ na mídia
10 FEV 21

Ortopedista do Hospital e Maternidade Jaraguá participa de evento mundial de cirurgia holográfica

Evento promovido pela gigante Microsoft reúne profissionais de vários países para discutir sobre as novidades da tecnologia que podem ser aplicadas em cirurgias

 

O ortopedista Bruno Gobbato, do Hospital e Maternidade Jaraguá, foi o único médico brasileiro a participar do evento mundial de cirurgia holográfica “Microsoft Experience 24h”, que ocorreu nesta terça-feira, 09. Médicos de 13 países debateram novidades na área da tecnologia utilizadas em cirurgias, a favor de resultados mais precisos e com custos menores.

 


O procedimento apresentado pelo profissional de Jaraguá do Sul, durante o evento, foi a remoção de placa com artroscopia de ombro de um paciente. Na oportunidade, médicos dos Estados Unidos e da França acompanharam e fizeram sugestões em tempo real durante a cirurgia. O médico brasileiro destaca como benefício a possibilidade de usar modelos em 3D, que guiam os cirurgiões durante a intervenção.

 


A escolha de Gobbato, leva em conta a experiência nesse tipo de procedimento, que vem sendo realizado desde 2016, em Santa Catarina. “Somos um dos precursores da cirurgia com realidade aumentada no mundo. Uma das primeiras cirurgias ortopédicas, utilizando essa técnica foi realizada aqui, pela nossa equipe, em 2016”, comenta.

 


De acordo com o profissional, diversas cirurgias dessa área já foram realizadas no Hospital e Maternidade de Jaraguá, que é pioneiro nessa técnica no Brasil. Bruno explica que o recurso, praticado pelos especialistas do Hospital, permite ao médico analisar com profundidade a área que necessita de intervenção.

 


“Com os modelos 3D virtualmente projetados, o médico pode avaliar de forma completa a anatomia específica daquele paciente e daquela doença sem precisar expor o paciente a cortes maiores. Este tipo de tecnologia permite a realização de cirurgias com maior precisão e eficácia, o que é muito importante nas cirurgias de próteses e correções de algumas deformidades”, complementa.

HMJ na mídia
24 JUN 20

Bebê que ingeriu soda cáustica passa por tratamento inédito em Jaraguá do Sul

Um bebê de 1 ano e sete meses que ingeriu soda cáustica em Jaraguá do Sul foi salvo após passar por um procedimento que, até então, era inédito na cidade. A criança ingeriu o produto, que é altamente corrosivo, há cerca de dois meses, de forma acidental. Desde então, o caso era monitorado pela equipe do Hospital e Maternidade Jaraguá.

 

— Na tentativa de cicatrizar e curar a queimadura que a soda cáustica causa na mucosa do esôfago, o corpo faz uma estenose, que é o estreitamento da luz do órgão. Com isso, acaba ocorrendo uma dificuldade alimentar ao paciente. Para tentar reverter esse quadro, foi preciso dilatar e aumentar a luz do órgão com materiais específicos para que a criança possa voltar a se alimentar bem e não tenha risco nutricional no futuro — explica a gastroenterologista pediátrica Angélica Luciana Nau.

 

O nome do processo pelo qual o bebê passou é dilatação esofágica. O procedimento é considerado de risco, pois podem surgir complicações durante o processo, como a perfuração do esôfago do paciente.

 

Entre preparar o paciente, anestesiar e concluir o processo, a operação durou 30 minutos. A médica responsável pela endoscopia e a dilatação esofágica contou com o apoio de anestesista, radiologista, técnico em radiologia e enfermeiras. Os residentes em pediatria, do HMJ, também acompanharam o procedimento.

 

A criança recebeu alta no dia seguinte ao procedimento e a família confirmou que a criança está bem e já se alimenta melhor. O tratamento deve continuar por um longo período. Inicialmente, a previsão é que o paciente realize outras dilatações de esôfago no intervalo de algumas semanas.

 

— Conforme for melhorando e conseguindo se alimentar melhor, poderemos espaçar mais, mas o tratamento costuma ser prolongado — complementa a médica.

 

Em caso de ingestão acidental de soda cáustica, a pessoa não deve provocar o vômito porque, ao fazer isso, a substância passará mais uma vez pela mucosa e causará mais lesões. Ela também não deve beber água, já que o líquido aumenta a superfície de contato do produto agressor com os tecidos. A melhor solução é ir imediatamente para o hospital para o médico avaliar a extensão do dano.

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