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16 MAR 21

Hospital e Maternidade Jaraguá e Hospital São José incentivam comunidade a destinar Imposto de Renda para as instituições

Quem for declarar, poderá escolher direcionar parte do valor que será pago em impostos, para ajudar instituições

 

Neste ano, a Declaração do Imposto de Renda poderá ser realizada até o dia 30 de abril. Quem for declarar, poderá escolher direcionar parte do valor que será pago em impostos, para ajudar instituições, como é o caso dos dois hospitais de Jaraguá do Sul, Hospital e Maternidade Jaraguá e Hospital São José. O Hospital São José conta com o Fundo do Idoso e o Hospital e Maternidade Jaraguá conta com o Fundo da Infância e Adolescência.

 

A coordenadora de Projetos Sociais do Hospital e Maternidade Jaraguá, Josiane Gonzaga, explica que os contadores da região podem auxiliar no direcionamento dos recursos do Imposto de Renda para os fundos dos hospitais jaraguaenses. “Existe hoje um um potencial em todo o estado de Santa Catarina de que se todas as pessoas realizassem essas doações, teria uma captação de mais de R$5 milhões de reais”, ressalta.

 

O coordenador de Captação de Recursos do Hospital São José, Jeferson Ferrari, também reforça a ação. “Em vez da gente mandar pra Brasília nosso imposto a gente pode deixar na nossa região”, conclui.

 

Após a emissão e pagamento da DARF do Imposto de Renda, o documento deve ser enviado para o Hospital e Maternidade Jaraguá e Hospital São José. No ano passado, através da doação pelo Imposto de Renda, o Hospital São José conseguiu captar R$ 4 milhões e para o Hospital e Maternidade Jaraguá foram R$ 2 milhões e 700 mil.

30 ABR 21

Terapia usada em ator com Covid não é indicada para todos os pacientes, explica médico

Técnica utiliza equipamento para fazer o papel do pulmão enquanto órgão se recupera da lesão,  mas oferece risco de hemorragias graves que podem piorar o quadro de saúde

 

Muitas pessoas possuem algum familiar, amigo, vizinho ou conhecido lutando para se recuperar das complicações trazidas pela Covid-19. E nesse processo, cada relato de sucesso é um alívio, uma dose de força e esperança para acalentar quem vive à espera da notícia de uma alta hospitalar. A melhora no quadro de saúde do ator Paulo Gustavo, internado há várias semanas em virtude de complicações trazidas pelo novo coronavírus, tem comovido muitas famílias e despertado o interesse pelo uso do mesmo tratamento em seus entes internados.

 

A terapia que vem sendo adotada para a recuperação do artista faz uso do ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea), um equipamento que funciona como uma espécie de órgão artificial, geralmente utilizado em pacientes com disfunções cardíacas ou pulmonares. 

 

O médico Dr. Thales Cantelle Baggio, cirurgião cardíaco e intensivista que trabalha na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital e Maternidade Jaraguá, em Jaraguá do Sul (SC), esclarece que a tecnologia tem sido muito divulgada atualmente por conta da Covid-19, mas é um recurso utilizado há bastante tempo na medicina.

 

Dependendo da forma como for instalado, o aparelho pode servir para substituir o pulmão ou o coração ou, ainda, os dois órgãos ao mesmo tempo. Ele realiza um desvio de sangue por fora do corpo, conhecido como circulação extracorpórea, oxigenando o sangue por meio de uma membrana. Deste modo, ele pode fazer o papel dos pulmões ou do coração até o paciente se recuperar”, conta.  

 

Embora seja útil no tratamento de casos de disfunções pulmonares como pneumonia ou síndrome respiratória grave, complicações que podem ser causadas por Covid-19, o equipamento serve apenas para dar mais tempo de recuperação ao organismo do paciente. Por isso, o médico enfatiza que a ECMO não é capaz de tratar uma doença pulmonar ou cardiopatia e nem pode ser aplicada em todos os pacientes internados em decorrência da Covid-19.

 

“O aparelho funciona como uma terapia de ponte. É importante as famílias saberem que não é um tratamento tão definitivo, pois depende de uma série de fatores que o paciente terá que superar. No caso de disfunção pulmonar, por exemplo, o resultado também depende da recuperação dos pulmões, já que o aparelho não é capaz de fazer o trabalho sozinho”, observa.

 

De acordo com o profissional, a terapia não é recomendada para pessoas muito idosas ou que tenham alguma doença hematológica que altere a coagulação do sangue, nem para pacientes imunossuprimidos. Além de exigir uma série de cuidados e monitoramento em tempo integral da equipe de UTI, trata-se de uma técnica extremamente invasiva e, por esses motivos, torna-se inviável para muitos casos. 

 

Há vários meses atuando diretamente no tratamento de pacientes de Covid-19 o médico esclarece que a indicação é somente para pacientes muito graves, pois existem riscos até mesmo na instalação do aparelho. “Para drenar e oxigenar o sangue, precisamos instalar cânulas dentro de veias ou artérias. O tratamento também exige uso de anticoagulantes em doses maiores. Como a Covid-19 pode aumentar a incidência de tromboses e embolias, torna-se muito arriscado, pois pode provocar hemorragias graves”, alerta.

 

HMJ na mídia
25 JAN 21

Profissionais do Hospital e Maternidade Jaraguá começam a receber vacina contra a Covid-19

A vacinação contra a Covid-19 iniciou hoje (25) para os profissionais que atuam na linha de frente do Hospital e Maternidade Jaraguá. A instituição foi beneficiada com 330 doses da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

 

O Hospital seguirá as recomendações do Ministério da Saúde e do Governo do Estado e, por isso, dará prioridade aos colaboradores que atuam nas Unidades de Tratamento Intensivo de Covid-19.

 

A enfermeira Polliane Beatriz Trainoti e a técnica em enfermagem Edith de Fatima Pangartte Cardoso, que atuam diretamente nas UTIs que atendem os pacientes com o novo coronavírus, foram as primeiras a serem vacinadas pela equipe do Setor de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Jaraguá do Sul.

 

A previsão é de que todas as doses, dessa primeira remessa, sejam aplicadas até terça-feira (26). Os demais profissionais de saúde serão imunizados, gradativamente, conforme a disponibilidade das vacinas.

HMJ na mídia
24 JUN 20

Bebê que ingeriu soda cáustica passa por tratamento inédito em Jaraguá do Sul

Um bebê de 1 ano e sete meses que ingeriu soda cáustica em Jaraguá do Sul foi salvo após passar por um procedimento que, até então, era inédito na cidade. A criança ingeriu o produto, que é altamente corrosivo, há cerca de dois meses, de forma acidental. Desde então, o caso era monitorado pela equipe do Hospital e Maternidade Jaraguá.

 

— Na tentativa de cicatrizar e curar a queimadura que a soda cáustica causa na mucosa do esôfago, o corpo faz uma estenose, que é o estreitamento da luz do órgão. Com isso, acaba ocorrendo uma dificuldade alimentar ao paciente. Para tentar reverter esse quadro, foi preciso dilatar e aumentar a luz do órgão com materiais específicos para que a criança possa voltar a se alimentar bem e não tenha risco nutricional no futuro — explica a gastroenterologista pediátrica Angélica Luciana Nau.

 

O nome do processo pelo qual o bebê passou é dilatação esofágica. O procedimento é considerado de risco, pois podem surgir complicações durante o processo, como a perfuração do esôfago do paciente.

 

Entre preparar o paciente, anestesiar e concluir o processo, a operação durou 30 minutos. A médica responsável pela endoscopia e a dilatação esofágica contou com o apoio de anestesista, radiologista, técnico em radiologia e enfermeiras. Os residentes em pediatria, do HMJ, também acompanharam o procedimento.

 

A criança recebeu alta no dia seguinte ao procedimento e a família confirmou que a criança está bem e já se alimenta melhor. O tratamento deve continuar por um longo período. Inicialmente, a previsão é que o paciente realize outras dilatações de esôfago no intervalo de algumas semanas.

 

— Conforme for melhorando e conseguindo se alimentar melhor, poderemos espaçar mais, mas o tratamento costuma ser prolongado — complementa a médica.

 

Em caso de ingestão acidental de soda cáustica, a pessoa não deve provocar o vômito porque, ao fazer isso, a substância passará mais uma vez pela mucosa e causará mais lesões. Ela também não deve beber água, já que o líquido aumenta a superfície de contato do produto agressor com os tecidos. A melhor solução é ir imediatamente para o hospital para o médico avaliar a extensão do dano.

HMJ na mídia