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17 MAR 20

Hospitais definem protocolos para evitar ocorrências com o Coronavirus

Os hospitais São José e Jaraguá divulgaram nesta terça-feira (17) uma série de medidas visando assegurar tranquilidade a funcionários, equipe médica, pacientes e comunidade. Os protocolos orientam sobre o acesso às unidades hospitalares e quanto às visitas aos pacientes internados, com isto se ajustando aos procedimentos de segurança sanitária decorrentes da pandemia do Coronavirus (Covid-19).

 

Hospital e Maternidade Jaraguá

> Proibida temporariamente a visita de pessoas com mais de 60 anos;

> Pacientes internados, com mais de 60 anos de idade, não poderão receber visitas;

> Limitação de 1 visitante por paciente.

> Estão adiadas todas as consultas ambulatoriais eletivas a partir de 20 de Março, até nova determinação, exceto para procedimentos tempo sensível. Assim serão mantido os atendimentos pós-operatórios e follow-up. 

> Estão adiadas todas as cirurgias eletivas que demandem reserva de vaga em UTI, até nova determinação, exceto cirurgias tempo sensível, como cardíacas, oncológicas, etc.

> Está à disposição conforme solicitado 1/10 de nossa capacidade instalada de leitos de UTI exclusivamente para receber casos de COVID-19. 

> As medidas de triagem classificação e segurança também já estão implantadas e em fase final de maturação conforme as recomendações pertinentes ao nosso cenário atual.

> Procedimentos cirúrgicos eletivos de pacientes já agendados estarão passando por triagem fonada e presencial no momento da internação e não existindo suspeita de infecção serão mantidos, até segunda ordem. A recomendação aos médicos é de que na medida do possível posterguem temporariamente a realização de procedimentos, considerando sempre a segurança dos pacientes.    

30 ABR 21

Terapia usada em ator com Covid não é indicada para todos os pacientes, explica médico

Técnica utiliza equipamento para fazer o papel do pulmão enquanto órgão se recupera da lesão,  mas oferece risco de hemorragias graves que podem piorar o quadro de saúde

 

Muitas pessoas possuem algum familiar, amigo, vizinho ou conhecido lutando para se recuperar das complicações trazidas pela Covid-19. E nesse processo, cada relato de sucesso é um alívio, uma dose de força e esperança para acalentar quem vive à espera da notícia de uma alta hospitalar. A melhora no quadro de saúde do ator Paulo Gustavo, internado há várias semanas em virtude de complicações trazidas pelo novo coronavírus, tem comovido muitas famílias e despertado o interesse pelo uso do mesmo tratamento em seus entes internados.

 

A terapia que vem sendo adotada para a recuperação do artista faz uso do ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea), um equipamento que funciona como uma espécie de órgão artificial, geralmente utilizado em pacientes com disfunções cardíacas ou pulmonares. 

 

O médico Dr. Thales Cantelle Baggio, cirurgião cardíaco e intensivista que trabalha na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital e Maternidade Jaraguá, em Jaraguá do Sul (SC), esclarece que a tecnologia tem sido muito divulgada atualmente por conta da Covid-19, mas é um recurso utilizado há bastante tempo na medicina.

 

Dependendo da forma como for instalado, o aparelho pode servir para substituir o pulmão ou o coração ou, ainda, os dois órgãos ao mesmo tempo. Ele realiza um desvio de sangue por fora do corpo, conhecido como circulação extracorpórea, oxigenando o sangue por meio de uma membrana. Deste modo, ele pode fazer o papel dos pulmões ou do coração até o paciente se recuperar”, conta.  

 

Embora seja útil no tratamento de casos de disfunções pulmonares como pneumonia ou síndrome respiratória grave, complicações que podem ser causadas por Covid-19, o equipamento serve apenas para dar mais tempo de recuperação ao organismo do paciente. Por isso, o médico enfatiza que a ECMO não é capaz de tratar uma doença pulmonar ou cardiopatia e nem pode ser aplicada em todos os pacientes internados em decorrência da Covid-19.

 

“O aparelho funciona como uma terapia de ponte. É importante as famílias saberem que não é um tratamento tão definitivo, pois depende de uma série de fatores que o paciente terá que superar. No caso de disfunção pulmonar, por exemplo, o resultado também depende da recuperação dos pulmões, já que o aparelho não é capaz de fazer o trabalho sozinho”, observa.

 

De acordo com o profissional, a terapia não é recomendada para pessoas muito idosas ou que tenham alguma doença hematológica que altere a coagulação do sangue, nem para pacientes imunossuprimidos. Além de exigir uma série de cuidados e monitoramento em tempo integral da equipe de UTI, trata-se de uma técnica extremamente invasiva e, por esses motivos, torna-se inviável para muitos casos. 

 

Há vários meses atuando diretamente no tratamento de pacientes de Covid-19 o médico esclarece que a indicação é somente para pacientes muito graves, pois existem riscos até mesmo na instalação do aparelho. “Para drenar e oxigenar o sangue, precisamos instalar cânulas dentro de veias ou artérias. O tratamento também exige uso de anticoagulantes em doses maiores. Como a Covid-19 pode aumentar a incidência de tromboses e embolias, torna-se muito arriscado, pois pode provocar hemorragias graves”, alerta.

 

HMJ na mídia
02 JAN 21

Jorge Otávio é o primeiro bebê a nascer em Jaraguá do Sul em 2021

O ano de 2020 foi pesado e muita gente quer esquecê-lo. Por isso, a virada de ano estava sendo aguardada com ansiedade, pela mensagem de esperança trazida. E alguém bem pequenininho não quis esperar mais e veio ao mundo antes da hora.

 

O pequeno Jorge Otávio Feldman é o primeio bebê nascido em 2021 em Jaraguá do Sul. Ele chegou às 8h30 de 1º de janeiro, de parto cesárea.

 

Com 3,330 quilos, Jorge é o primeiro filho do casal Carol Sthefany dos Santos da Silva e Jorge Alexsandro Feldmann, de Guaramirim.

 

O pai conta que a cesárea, com o médico obstetra Luis Fernando Rodrigues, estava marcada para o dia 4 de janeiro, próxima segunda-feira.

 

Mas por volta das 2h da manhã do primeiro dia do ano a bolsa de Carol estorou e o casal precisou ir à maternidade, no Hospital e Maternidade Jaraguá.

 

"Muitos de nossos amigos e familiares, e nós mesmos, parece que já esperávamos isso! Devido à virada da lua no dia 31 de dezembro. Não sabemos o motivo, mas foi só passar a virada de ano e o Jorge resolveu se antecipar", conta o mais novo papai.

 

Pais de primeira viagem, Feldmann conta que a pandemia do coronavírus trouxe muitos aprendizados ao casal.

 

"Nos trouxe uma nova forma de viver e de se relacionar com as pessoas. E a gravidez foi algo bastante inesperado, porém, nos deixou bastante felizes quando recebemos a confirmação", relata.

 

Viver a gravidez durante a pandemia foi desafiador para o casal, que gosta muito de sair e receber amigos em casa o tempo todo.

 

"Mas foi algo incrível que nos proporcionou uma grande evolução como seres humanos, algo que com certeza continuará agora com nosso filho entre nós", diz.

 

O novo ano começa com muitas mudanças na vida de Jorge e Carol, trazendo uma nova rotina, mas que com certeza também traz muito amor e aprendizados.

HMJ na mídia
24 JUN 20

Bebê que ingeriu soda cáustica passa por tratamento inédito em Jaraguá do Sul

Um bebê de 1 ano e sete meses que ingeriu soda cáustica em Jaraguá do Sul foi salvo após passar por um procedimento que, até então, era inédito na cidade. A criança ingeriu o produto, que é altamente corrosivo, há cerca de dois meses, de forma acidental. Desde então, o caso era monitorado pela equipe do Hospital e Maternidade Jaraguá.

 

— Na tentativa de cicatrizar e curar a queimadura que a soda cáustica causa na mucosa do esôfago, o corpo faz uma estenose, que é o estreitamento da luz do órgão. Com isso, acaba ocorrendo uma dificuldade alimentar ao paciente. Para tentar reverter esse quadro, foi preciso dilatar e aumentar a luz do órgão com materiais específicos para que a criança possa voltar a se alimentar bem e não tenha risco nutricional no futuro — explica a gastroenterologista pediátrica Angélica Luciana Nau.

 

O nome do processo pelo qual o bebê passou é dilatação esofágica. O procedimento é considerado de risco, pois podem surgir complicações durante o processo, como a perfuração do esôfago do paciente.

 

Entre preparar o paciente, anestesiar e concluir o processo, a operação durou 30 minutos. A médica responsável pela endoscopia e a dilatação esofágica contou com o apoio de anestesista, radiologista, técnico em radiologia e enfermeiras. Os residentes em pediatria, do HMJ, também acompanharam o procedimento.

 

A criança recebeu alta no dia seguinte ao procedimento e a família confirmou que a criança está bem e já se alimenta melhor. O tratamento deve continuar por um longo período. Inicialmente, a previsão é que o paciente realize outras dilatações de esôfago no intervalo de algumas semanas.

 

— Conforme for melhorando e conseguindo se alimentar melhor, poderemos espaçar mais, mas o tratamento costuma ser prolongado — complementa a médica.

 

Em caso de ingestão acidental de soda cáustica, a pessoa não deve provocar o vômito porque, ao fazer isso, a substância passará mais uma vez pela mucosa e causará mais lesões. Ela também não deve beber água, já que o líquido aumenta a superfície de contato do produto agressor com os tecidos. A melhor solução é ir imediatamente para o hospital para o médico avaliar a extensão do dano.

HMJ na mídia